A habilidade e a inventividade são marcas do artesanato do Ceará.
O vigor e a diversidade se entrelaçam nesse imenso bastidor que é a produção artesanal do estado. Homens e mulheres produzem habilmente muito mais do que uma peça. Compreender essa riqueza perpassa pelo sincretismo: a contribuição indígena que se amalgamou com o colonizador ibérico e se somou à cultura africana.
Nessa perspectiva, surge o projeto Tear. Uma teia de saberes, afetos e trocas que proporcionou a conectividade entre artesãos, Quilombolas da Serra do Juá do Município de Caucaia – CE, Indígenas Pitaguary da Aldeia Monguba, em Pacatuba – CE e empreendedores criativos de Fortaleza que atuam nos segmentos da moda e design. Um misto de proposições com ênfase no intercâmbio de competências, concepções artísticas e culturais.
Ao todo foram beneficiados 28 artesãos. As ações foram realizadas nos período de julho a novembro de 2019 e contou com vivências criativas e capacitações. Um canal colaborativo que estabeleceu uma intensa conexão entre as diversidades étnicas, artísticas e culturais, contribuindo para uma política patrimonial democrática, participativa e inovadora que considera, respeita e valoriza as diversidades culturais do Ceará, incitando o pluralismo vocacional, promovendo o incremento do empreendedorismo sustentável, a inserção de novos públicos e produtos no mercado criativo local, favorecendo o crescimento econômico, desenvolvimento sociocultural e incentivando a criação de parcerias entre os artesãos.